Número do Painel | |
Autor | |
Instituição | UFSC |
Tipo de Bolsa | PIBIC/CNPq |
Orientador | MAKELI GARIBOTTI LUSA |
Depto | DEPARTAMENTO DE BOTÂNICA / BOT/CCB |
Centro | CENTRO DE CIENCIAS BIOLOGICAS |
Laboratório | Laboratório de Anatomia Vegetal |
Grande Área / Área do Conhecimento | Ciências da Vida/Ciências Biológicas |
Sub-área do Conhecimento | Botânica |
Titulo | Avaliação do status taxonômico de Oxalis hyalotricha subsp. borealis (O. sect. Thamnoxys, Oxalidaceae): integrando dados morfoanatômicos, moleculares e biogeográficos. |
Resumo | O amplo emprego de categorias infraespecíficas entre as plantas é problemático porque, classicamente, observa apenas variações morfológicas locais, podendo não refletir a evolução de um táxon. Nesse sentido, Oxalis hyalotricha Lourteig é composta por duas subespécies: Oxalis hyalotricha Lourteig subsp. hyalotricha e O. hyalotricha subsp. borealis Lourteig. A subespécie típica é descrita como uma erva ou subarbusto com inflorescência pubescente e articulação do pedicelo na metade inferior, ocorrendo associada à Bacia do Rio Paraná, na Argentina, Paraguai e Brasil, nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Oxalis hyalotricha subsp. borealis difere da subespécie típica pela inflorescência glabra e articulação do pedicelo na metade superior, originalmente ocorrendo no estado da Bahia e na Venezuela. As diferenças morfológicas e a grande disjunção geográfica motivaram a realização de um estudo integrativo para elucidar a taxonomia de O. hyalotricha. Para isso, foi elaborada uma filogenia de O. sect. Thamnoxys (Endl.) Progel; foi estudada a morfologia através de exsicatas ao microscópio estereoscópico (ME); foi investigada a anatomia do sistema caulinar ao microscópio de luz (ML) e a micromorfologia do sistema caulinar e de sementes com microscópio eletrônico de varredura (MEV); e foram compilados dados de distribuição geográfica e ecologia das etiquetas das exsicatas. Adicionalmente, foi avaliado o status de conservação das subespécies. Na filogenia, Oxalis hyalotricha se mostrou parafilética, com a subespécie típica sendo monofilética, mas um terminal de O. hyalotricha subsp. borealis foi alocado como irmão de O. diamantinae R.Knuth. A morfologia indica novas diferenças, especialmente no hábito, na pubescência do caule e folíolos, no formato da base dos folíolos laterais, no comprimento dos ramos dicasiais e no formato do fruto. A anatomia apresenta diferenças no sistema vascular do caule e do pecíolo, e em diversos caracteres da lâmina foliar. A micromorfologia das sementes e a pubescência das folhas e do caule ao MEV também se mostraram diferentes. A disjunção geográfica entre as duas entidades se manteve, com a subespécie típica ocorrendo nos locais conhecidos, mas O. hyalotricha subsp. borealis está presente em quatro outros estados brasileiros. A avaliação da conservação das subespécies indicou que O. hyalotricha subsp. hyalotricha está Quase Ameaçada e O. hyalotricha subsp. borealis está Em Perigo. Conclui-se que as duas subespécies diferem em morfologia, anatomia, micromorfologia e distribuição geográfica, portanto é sugerida uma nova combinação para O. hyalotricha subsp. borealis, a qual é tratada em nível de espécie. Este trabalho levanta dados importantes sobre as duas espécies estudadas, no que trata da evolução, morfologia, anatomia, micromorfologia, distribuição geográfica e conservação. |
Link do Video | https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/257774 |
Palavras-chave | Morfologia Vegetal, anatomia Vegetal, sistemática Vegetal, taxonomia vegetal |
Colaboradores | Pedro Fiaschi Fernando Santos Cabral Duane Fernandes Lima |